A última pesquisa divulgada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) apresenta conclusões relevantes para o consumidor: os imóveis novos não têm sofrido reajuste, a grande parte das ofertas são destinadas a famílias de nível de renda intermediária e cerca de 70% das unidades possuem dois dormitórios na faixa de até R$ 350 mil.
Segundo Claudio Bernardes, presidente do Secovi está ocorrendo um ajuste entre a demanda e a oferta. “Nos quatro primeiros meses do ano, o número de unidades à venda somou 17.632, menos 10,6% abaixo do que o estoque de dezembro (19.731). Em abril, o total vendido (2.007 unidades) foi 9,7% inferior ao registrado em março.”
De janeiro a abril houve um crescimento de 12,5% na comercialização dos imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo em relação ao mesmo período do ano passado, ou seja, 7.407 unidades foram vendidas contra 6.584. Foi de 6,9% o volume financeiro no primeiro quadrimestre, maior em comparação com 2011, uma soma de R$ 3,6 bilhões diante de R$ 3,4 bilhões.
A pesquisa apontou também um ritmo de escoamento maior. “No período de 12 meses até dezembro, foram negociados 56,7% dos lançamentos. Em abril deste ano, o percentual atingiu 60,4%. Foi um desempenho que ficou acima do esperado pelo setor. Nós já estávamos prevendo um aumento das vendas, mas o nível alcançado foi surpreendente”, concluiu Bernardes.
